quarta-feira, 8 de março de 2017

Tìpico Aquariano

Oi, gente!

Eu sou aquariano, nascido em 05/02, e como o título do post mesmo diz, eu sou um típico aquariano. Que tem como característica principal a liberdade.

Por anos (parece que sou velho, mas só tenho vinte anos haha), eu procurei o "amor da minha vida!",
aquele me faria acreditar que o amor existe de verdade. Tá, mas onde entra o signo nisso? Então, depois de muita procura eu cheguei a conclusão de que ao mesmo tempo que eu sempre desejei um amor, eu não desejei.

Eu tenho medo de me tirarem algo essencial para mim: a liberdade.

Odeio ter que dá satisfações da minha vida a alguém, o que eu faço ou irei fazer só eu preciso saber.

Odeio ser controlado, odeio ter que dizer onde estou ou para onde vou.

E justamente por isso, um amor não teria espaço em minha vida, por causa dessa liberdade que eu prezo tanto, sabe?

Por mais romântico que eu seja, eu amo a liberdade. Sou como um pássaro, preciso de liberdade para voar.

Mas isso não quer dizer que fechei meu coração para o amor, óbvio.

Quem sabe um dia aparece alguém para voar comigo? Enquanto não aparece eu vou voando, voando, voando...

Até o próximo voo, digo, até o próximo post!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Identidade Falsa

Olá, galera!

Novamente estou retornando ao blogue para falar um pouco sobre minhas experiências e sentimentos. Não vou prometer que vou ficar, pois percebi que até o momento, o blogue só é a minha válvula de escape para os momentos dos quais estou no fundo do poço e isso é o que faz a verdadeira essência dele. Meu conteúdo vem de meu próprio sofrimento.

Pois bem, estou eu aqui, no fundo do poço novamente. Na verdade, talvez eu nem tenha saído dele, mas apenas vestido uma máscara para me encaixar a uma vida de falsas alegrias.

Nunca me senti realmente feliz nesse período que sumi do blogue, porém eu estava com uma certa esperança de que algo estava pra mudar, e mudanças são o que me faziam sentir bem. Eu namorei, fiz muitas amizades, fui para muitas baladas, fumei muito Beck, bebi bastante e o que eu percebia com isso é que não eram felicidades contínuas. Meus namoros não duraram muito pois sou uma pessoa muito insegura que pressiona o meu parceiro, seja ele quem for. Já as amizades, não consigo mantê-las, pois por algum motivo, nunca me sinto parte do grupo, acabo me afastando, apenas pareço uma pessoa sem conteúdo algum para oferecer, não tenho sobre o que conversar com ninguém. As baladas, eu dancei bastante, beijei pessoas das quais nunca vi na vida, nem as perguntei o nome, mas às 6h da manhã as casas noturnas costumam fechar e aqueles momentos dos quais vivi irão ficar presos pra sempre naquela noite. Os becks que fumei, não conseguia me conectar a brisa de meus amigos e apesar de ter me trazido várias noites de reflexão sobre a vida, a sensação de relaxamento e expansão da mente passavam e eu tinha que enfrentar o tal mundo que​ não conseguia me encaixar no outro dia. O álcool me deu a coragem que não costumo ter, minha timidez ía embora, porém no outro dia, eu ainda era aquela pessoa que se força a dar um bom dia no elevador do trabalho.


Entendem o que quero dizer? Estou vivendo como se na verdade não fosse realmente eu, realmente sinto como se todos dias de minha vida eu não passasse de um ator barato. Vocês podem dizer que basta eu seguir quem eu realmente sou, viver a minha vida de minha forma e todo aquele blá blá blá que sempre dizem, porém o problema é que eu não sei qual é meu jeito de ser, não sei mais quais são os meus gostos ou quem realmente sou. Sinto que eu me perdi e não faço a menor idéia de qual momento de minha vida isso ocorreu ou de como me reencontrar.

Eu estava namorando a um tempo atrás. Nós tivemos algumas brigas onde eu percebi que eu realmente estava sendo exagerado com as minhas exigências e eu nem sequer parecia ter algo a oferece-lo. Ele estava apegado à mim e eu à ele. Ele é diagnosticado com depressão e em algum momento de nossas brigas ele me disse que eu estava o machucando muito quando brigávamos e foi aí que percebi que talvez deveríamos terminar. Isso me doeu, mas eu não quero causar mal a ninguém. Sinto falta dele, mas sei que foi necessário, não só ter me afastado dele, mas de também ter me afastado de alguns amigos mais próximos.

Eu me tornei uma pessoa falsa e tóxica. Eu trago tristeza em minha bagagem e contaminó quem está próximo, não posso deixar que isso aconteça, pois isso além de gerar desconforto para outras pessoas, me deixa péssimo. Antes eu tenho que encontrar um meio de cuidar de mim para que assim consiga me encontrar e encontrar um caminho para seguir.

Espero que um dia consiga sair dessa crise de identidade e que encontre um caminho a seguir. Porém, no momento, não faço menor idéia do que está acontecendo com a minha vida.

          
By Wesley Belarmino.